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Dúvidas frequentes

Como funciona, quanto custa e o que esperar de um recurso.

Vale a pena?

Isso funciona mesmo? Qual a chance de anular a minha multa?

Funciona — e dá para conferir por fora.

A CET-SP publicou, por Lei de Acesso à Informação, o resultado de todos os recursos que julgou entre 2022 e 2025: 476 mil defesas prévias e 321 mil recursos à JARI.

Nesses números, mais da metade dos recursos foi deferida — 55,1% em defesa prévia e 59,7% na JARI. Em algumas infrações a taxa é bem maior:

  • restrição de circulação por local e horário — 79,6% deferidos
  • rodízio municipal — 76,8% deferidos
  • restrição de circulação para caminhão, na JARI — 64,7% deferidos

Duas ressalvas honestas. Primeiro: esses são os números de todo mundo que recorreu, por conta própria ou com ajuda — não são os nossos. Segundo: ninguém pode prometer resultado, porque a decisão é sempre do órgão.

O que esses dados mostram é outra coisa, e é o que importa: recorrer não é perda de tempo. A maior parte das pessoas que recorre na CET-SP consegue.

Fonte: CET-SP, LAI PR 95404, decisões de 2022 a 2025.

Quanto custa?

O recurso sai por R$19,90 ou R$39,90 — o trabalho é exatamente o mesmo nos dois.

A gente cobra menos quando a probabilidade de anular a multa fica abaixo de 50%. Quem define isso é a análise, não a gente.

O diagnóstico é gratuito e mostra o seu preço antes de você decidir qualquer coisa. Você só paga se quiser seguir.

Existe também o Plano Risco Zero, com uma lógica diferente — explicado logo abaixo.

O que é o Plano Risco Zero?

É o plano em que o risco do resultado é nosso, não seu.

Em vez de pagar uma taxa, você deposita o valor da multa como caução. O que acontece depois depende do resultado:

MomentoO que acontece
Na contrataçãoVocê paga o valor da multa como caução
Se o recurso for aceitoA multa é cancelada. A caução fica com a gente como taxa do serviço
Se o recurso for negadoDevolvemos 100% da caução e pagamos a sua multa junto ao órgão, com os juros — tudo em até 15 dias úteis

Comparando os três cenários numa multa gravíssima de R$293,47:

CenárioQuanto você desembolsaPontos na CNH
Não fazer nadaR$293,47+7
Risco Zero, recurso aceitoR$293,470
Risco Zero, recurso negadoR$0+7

Repare na última linha: se a gente perde, você não paga nada. Nem a multa, nem a taxa.

Três coisas para saber antes de escolher:

A gente decide até onde recorrer. Se a primeira instância negar, a gente pode levar o caso adiante — JARI, CETRAN, o que fizer sentido. A garantia vale quando a gente encerrar essa via, e não a cada decisão isolada. Na prática, a caução fica com a gente enquanto o recurso corre: em média uns 3 meses, embora a JARI tenha até 24 meses por lei para julgar. A gente te avisa a cada etapa.

Não pague a multa por fora. Pagar a multa, com ou sem desconto, encerra a garantia — a gente não teria mais o que quitar por você.

A garantia tem exclusões. Informação falsa ou incompleta, perder o prazo de protocolo por conta própria, protocolar um recurso concorrente pela mesma infração — essas e outras situações estão na Seção 7.5 dos Termos.

O Risco Zero não está disponível para toda multa: depende de a gente ter dados históricos suficientes para bancar aquele tipo de infração naquele órgão. O diagnóstico gratuito diz se o seu caso se enquadra.

E os pontos na CNH?

Para muita gente os pontos importam mais que o dinheiro — e é a parte que costuma passar batido.

Cada infração pontua conforme a gravidade: leve 3, média 4, grave 5, gravíssima 7 (CTB, art. 259).

O limite para suspensão do direito de dirigir depende do que você acumulou nos últimos 12 meses (CTB, art. 261, I):

Situação nos últimos 12 mesesLimite
Duas ou mais infrações gravíssimas20 pontos
Exatamente uma gravíssima30 pontos
Nenhuma gravíssima40 pontos

Quem exerce atividade remunerada ao volante tem limite de 40 pontos, independentemente da gravidade das infrações.

Uma gravíssima, portanto, não conta só 7 pontos — ela derruba o seu limite de 30 para 20 se você já tiver outra. Anular a multa anula os pontos junto.

Vocês são advogados? Não seria melhor contratar um?

Não somos escritório de advocacia, e vale dizer com todas as letras: a defesa administrativa de multa é um direito seu, que você exerce sem advogado. Está no CTB, artigos 281-A, 285 e 288. Você não precisa de OAB nem de procuração para recorrer da sua própria multa.

Sobre contratar um advogado: um recurso de multa costuma custar de R$300 a R$1.000. O nosso sai por R$19,90 ou R$39,90.

E o que a gente entrega não é um modelo pronto. Cada caso passa por uma análise que confere prazo de expedição da notificação, prescrição, requisitos formais do auto, sinalização, dados do equipamento e o histórico de decisões daquele órgão para aquele tipo de infração. A base de referência tem cerca de 800 mil decisões reais da CET-SP.

Um exemplo concreto do que só aparece assim: em um caso recente, a análise detectou que a notificação de autuação foi expedida 17 dias depois do prazo legal de 30 dias. Isso é uma nulidade — e nenhum modelo pronto encontraria, porque depende de comparar duas datas específicas daquele documento.

Como funciona

Como funciona? O que eu preciso enviar?

Só a foto ou o PDF da multa, pelo WhatsApp. Mais nada, para começar.

A partir da imagem, a gente lê os dados do auto, confere com você o que ficou duvidoso na leitura, faz a análise e devolve o diagnóstico.

O diagnóstico mostra o que encontramos e o seu preço. Aí você decide.

Quem entra com o recurso: vocês ou eu?

Você. Essa é a parte mais importante desta página.

O MultaOFF não protocola o recurso no seu lugar. A gente monta a peça de defesa completa e te manda o passo a passo de onde e como protocolar — mas o envio ao órgão é feito por você.

E protocolar é mais simples do que parece: leva alguns minutos. Em boa parte dos órgãos dá para fazer tudo pelo site, com login gov.br. Em outros, é imprimir e postar nos Correios — mais devagar, mas igualmente válido, e a gente manda o passo a passo do seu caso.

Isso não é uma limitação escondida: é o desenho do serviço, e é o que permite cobrar R$19,90 em vez de centenas de reais. Dependendo do órgão, protocolar é preencher um formulário no portal e anexar o PDF, ou imprimir e enviar pelos Correios com AR — a gente te manda o passo a passo do seu caso.

Se você não protocolar dentro do prazo, o recurso não existe. É por isso que a gente lembra você mais de uma vez.

O que acontece depois que eu pago?
  1. A gente monta a peça de defesa completa, com a fundamentação jurídica do seu caso.
  2. Se faltar algum documento (CNH, CRLV, comprovante), a gente pede pelo WhatsApp.
  3. Você recebe o PDF pronto e as instruções de protocolo do seu órgão — onde entregar, o que anexar e o que preencher.
  4. Você protocola: no portal do órgão ou pelos Correios, conforme o caso.
  5. Você manda o número do protocolo (ou o código de rastreio, se enviar pelos Correios) de volta pra gente.
  6. A gente acompanha e te avisa quando sair o resultado.

O passo 5 é o que liga o acompanhamento. Sem o número do protocolo, a gente não consegue seguir o seu caso.

Quanto tempo demora?

Duas coisas diferentes, e vale separar:

Para receber a sua peça de defesa: o processo todo no WhatsApp leva de 5 a 10 minutos, do envio da foto até o documento na mão.

Para sair o resultado: aí depende inteiramente do órgão, e varia bastante. A média é de cerca de 3 meses. Alguns órgãos julgam mais rápido, outros levam bem mais.

Enquanto o recurso corre, eu preciso pagar a multa?

Não. Depois que o recurso é protocolado dentro do prazo, você fica tranquilo até sair a decisão:

  • não precisa pagar a multa enquanto o recurso está em análise
  • não corre juros nem multa por atraso nesse período
  • a multa não trava o licenciamento do veículo

Na prática, o relógio para quando você protocola. Não importa se a decisão leva um mês ou seis — você não tem prazo de pagamento correndo contra você nesse meio-tempo, nem na defesa prévia nem no recurso à JARI.

O que importa é protocolar dentro do prazo. Um recurso apresentado depois do vencimento é arquivado, e aí os juros passam a correr desde a data original.

Vocês me avisam se eu ganhar ou perder?

Sim — desde que você mande o número do protocolo depois de protocolar.

É esse número que permite acompanhar o seu caso. Com ele, a gente monitora e avisa quando houver decisão. Sem ele, não temos como saber o que aconteceu.

Se o órgão te notificar primeiro, por carta ou pelo portal, é só nos avisar.

Serve para a minha multa?

Funciona para qualquer multa e qualquer estado?

A gente trabalha com infrações de trânsito — aquelas que têm número de auto (AIT), código de enquadramento e pontuação na CNH. Isso inclui radar, avanço de sinal, estacionamento irregular, celular ao volante, faixa exclusiva, rodízio e por aí vai, em qualquer estado.

O que a gente não faz são as pendências administrativas do DETRAN, que muita gente também chama de "multa":

  • licenciamento anual atrasado, IPVA, DPVAT e taxas
  • renovação de CNH, exames, mudança de categoria
  • processos de suspensão ou cassação do direito de dirigir
  • transferência e emplacamento de veículo

Se o seu documento tem número de auto de infração e pontos, é com a gente. Se é um débito ou um processo do DETRAN, não é.

Sobre a qualidade da análise: ela é mais afiada nos órgãos para os quais temos dados históricos de resultado. Fora deles, a gente ainda analisa e monta o recurso — só com uma estimativa mais conservadora.

Meu prazo já venceu. Perdi tudo?

Provavelmente não — e essa é a dúvida em que mais gente desiste à toa.

O processo de multa tem etapas em sequência, cada uma com o seu prazo:

  • Defesa Prévia — em geral 30 dias da notificação de autuação (a CET-SP conta 20, a partir da emissão)
  • Recurso à JARI — 30 dias a partir da notificação de penalidade
  • Recurso ao CETRAN — 30 dias a partir da decisão da JARI

Esses prazos variam por órgão. A data que vale é sempre a impressa na sua notificação — se ela disser outra coisa, ela ganha.

Perder a defesa prévia não encerra nada: quando a penalidade é aplicada, abre um prazo novo para recorrer à JARI. Muita gente acha que acabou e simplesmente paga.

Manda a foto do documento que a gente identifica em que etapa você está e qual prazo ainda está aberto.

Já paguei a multa. Ainda posso recorrer?

Depende de como você pagou.

Pagou com o desconto de 20%? Pode recorrer normalmente. O CTB é expresso: o pagamento com desconto "não implica renúncia ao questionamento administrativo" (art. 284, §2º). O boleto com desconto é emitido justamente com a defesa ou o recurso em aberto.

Aderiu ao SNE e pagou com 40%? Aí é diferente. Esse desconto exige que você declare que não vai apresentar defesa nem recurso e que reconhece a infração (art. 284, §1º), e essa declaração encerra a discussão administrativa (art. 290, III). Vale a distinção: aderir ao SNE, por si só, não impede recurso — o que impede é a declaração feita para obter os 40%.

E se eu ganhar depois de ter pago? O valor é devolvido, corrigido, pelo órgão que arrecadou (CTB, art. 286, §2º). O direito existe; o procedimento e o prazo variam de órgão para órgão, então não prometemos data.

Um aviso prático: se você está considerando o Plano Risco Zero, não pague a multa antes. Pagar encerra a garantia — a gente não teria mais o que quitar por você.

A multa não é minha — eu não estava dirigindo

Dá para resolver, e são caminhos diferentes:

Você não era o condutor. Existe a indicação de condutor infrator: dentro do prazo, o proprietário indica quem estava dirigindo, e a pontuação vai para a CNH dessa pessoa. Tem prazo próprio e formulário próprio, normalmente junto da notificação de autuação.

O carro está no nome de outra pessoa. Quem recorre é o proprietário, ou alguém com procuração dele. É um documento simples, sem necessidade de cartório na maioria dos órgãos.

O carro é de empresa (CNPJ). O recurso é feito em nome da pessoa jurídica, assinado por quem tem poderes no contrato social — ou por procurador. A gente pede a documentação certa durante a coleta.

O carro foi vendido e não transferido. Aí o caminho é outro: comprovar a data da venda. Manda o documento que a gente diz o que dá para fazer.

Consequências

Recorrer pode piorar a minha situação?

Não do jeito que a maioria teme: nenhuma regra permite que a sua multa aumente porque você recorreu.

A competência da JARI é julgar os recursos apresentados pelo autuado — ela decide se mantém ou se cancela a penalidade, não se agrava.

Existe um caminho em que a decisão pode mudar contra você, e é justo explicá-lo: se a JARI deferir o seu recurso, o próprio órgão de trânsito pode recorrer dessa decisão à instância seguinte (CTB, art. 288, §1º). Se esse recurso do órgão for aceito, você volta à penalidade original — a mesma que existiria se você nunca tivesse recorrido. E o órgão é obrigado a te notificar quando faz isso.

O que existe de risco real não é aumento de penalidade, é prazo:

  • O desconto e o recurso disputam a mesma data. O prazo para recorrer termina no mesmo dia do prazo para pagar com desconto. Optar por recorrer significa abrir mão do desconto.
  • Recurso fora do prazo não protege. Um recurso apresentado depois do vencimento é arquivado, e os juros correm desde o vencimento original.
Perdi na JARI. Acabou?

Não. A JARI é a primeira instância — abaixo dela ainda tem caminho:

  • CETRAN (ou CONTRANDIFE, no Distrito Federal) — segunda instância, 30 dias a partir da decisão da JARI
  • Colegiado Especial, em alguns órgãos, dependendo do caso

Vale dizer que os argumentos que funcionam mudam conforme a instância: o que a primeira instância ignorou, a segunda às vezes acolhe — em especial as nulidades formais.

Se você recebeu uma decisão negativa, manda pra gente que a gente diz se ainda vale seguir.

Se eu recorrer, perco o desconto de 40%?

Essa é a conta mais honesta que dá para fazer nesta página, então vai sem maquiagem.

O desconto de 40% e o recurso são caminhos que se excluem: para receber os 40% você declara que reconhece a infração e não vai recorrer, e essa declaração encerra a discussão. Sai mais barato, e os pontos entram na sua CNH.

Numa multa gravíssima de R$293,47:

CaminhoDesembolsoPontos
Pagar com 40% de descontoR$176,08+7
Recorrer (Plano Fixo) e ganharR$39,900
Recorrer (Plano Fixo) e perderR$39,90 + R$293,47+7

Traduzindo: recorrer e ganhar é o melhor cenário com folga. Recorrer e perder custa mais caro do que ter pago com desconto, porque a janela do desconto fecha.

Por isso o diagnóstico vem antes e é gratuito — para você tomar essa decisão com a probabilidade do seu caso na frente, e não no escuro.

E é também por isso que existe o Risco Zero: quando o caso é forte o bastante, a gente assume esse risco no seu lugar.

Prático

Como eu pago? Recebo nota fiscal?

O pagamento é processado pelo Mercado Pago, por um link enviado no WhatsApp. Na página deles você escolhe como pagar:

  • Pix — aprovação na hora
  • Cartão de crédito
  • Cartão de débito
  • Boleto bancário

O MultaOFF não armazena dados de cartão. Esses dados são processados inteiramente pelo Mercado Pago, na página segura deles.

Nota fiscal: sim. A NFS-e é emitida automaticamente e enviada para o e-mail que você informar durante o atendimento.

Ainda com dúvida? Fale com a gente pelo WhatsApp, ou leia os Termos de Uso e Política de Privacidade.